Parceria entre cientistas e comunidade possibilita encontro com jiboia rara na Mata Atlântica
     Confira a nota na íntegra: http://revistapesquisa.fapesp.br/2017/03/17/zoologia-comunitaria
     A Coleção Herpetológica do Instituto Butantan recebe o nome de Alphonse Richard Hoge, um herpetólogo de grande importância no estudo das serpentes brasileiras. Dentre suas contribuições, inclui-se a descrição da jibóia-do-ribeira, Corallus cropanii, na década de 1950. O indivíduo descrito por ele foi o último exemplar capturado vivo desta espécie, trazido ao Instituto por um morador da cidade de Miracatu, interior de São Paulo. Desde então, outros cinco exemplares chegaram ao Instituto, todos mortos.
Corallus cropanii. Foto: Lívia Corrêa.

Corallus cropanii. Foto: Lívia Corrêa.

     Inúmeros pesquisadores percorreram as matas do Vale do Ribeira na esperança do encontro com um indivíduo dessa espécie. A partir de sua morfologia externa, é possível identifica-la como membro da família Boidae, a mesma família das jiboias e sucuris. Porém, devido à sua raridade, aspectos da biologia do animal são desconhecidos, como alimentação, habitat, reprodução e comportamento. No entanto, essa a história está prestes a mudar.
     Pesquisadores do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo e do Instituto Butantan, liderados pelo biólogo Bruno Rocha, foram em uma comunidade na cidade de Sete Barras (SP) e iniciaram um trabalho de educação ambiental e conscientização da população, fundamental para a desmistificação do perigo das serpentes e para a conservação das mesmas.
     Os cientistas deram palestras, elaboraram panfletos e conversaram com a população da região. As serpentes mais comuns ali presentes foram apresentadas, inclusive diferenciando as venenosas das não venenosas. Por fim, os pesquisadores auxiliaram na identificação da jiboia-do-ribeira. O árduo trabalho gerou frutos! Em janeiro deste ano, um jovem morador da comunidade encontrou a rara jiboia e, graças ao trabalho educativo, reconheceu o animal e ligou para o biólogo.
O biólogo Bruno Rocha segurando a jiboia mais rara do mundo. Foto: Lívia Corrêa.

O biólogo Bruno Rocha segurando a jiboia mais rara do mundo. Foto: Lívia Corrêa.

     A serpente é uma linda fêmea de 1,70m de comprimento e 1,5 quilo. A ideia agora é devolver o bicho para a natureza depois de implantar um radiotransmissor, para que a cobra possa ser estudada no seu próprio ambiente.
    Mais um link sobre o encontro: http://ciencia.estadao.com.br/blogs/herton-escobar/cientistas-encontram-jiboia-mais-rara-do-mundo-na-mata-atlantica/

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