Morcegos

   Morcegos são também considerados pequenos mamíferos. Sua capacidade de voar faz com que tenham uma biologia diferente, mas como os roedores e marsupiais, são também noturnos. O Brasil tem uma grande diversidade de morcegos, mas algumas espécies são típicas de determinados ambientes – assim, temos tipos de morcegos que só ocorrem na Amazônia, outros que vivem apenas na Mata Atlântica, outros encontrados no cerrado. Algumas espécies têm uma distribuição mais ampla, sendo encontrada em vários biomas.
     Para estudá-los, usamos redes de neblina, que ficam estendidas durante a noite. Os morcegos dificilmente percebem esse obstáculo em sua frente, e ficando presos. São retorados com muito cuidado para serem estudados e receberem uma marcação que nos permite reconhecer e diferenciar cada um deles.
     Estes mamíferos voadores são um dos grupos mais diversificados de vertebrados, e têm um importante papel no ambiente como polinizadores e dispersores de sementes, mantendo as florestas vivas. Eles podem se abrigar em troncos de árvores, grutas, embaixo de folhas de bananeira e forro de telhados, sendo ativos a partir do fim do dia. Sua alimentação é bastante variada, com espécies que se alimentam de flores, frutos, folhas, néctar, insetos, sangue e pequenos animais como peixes e sapos, e até mesmo outras espécies de morcegos.
Morcego (Platyrrhinus lineatus) – Imagem: Tony Genérico

Morcego (Platyrrhinus lineatus) – Imagem: Tony Genérico

 

Para saber quais espécies vivem aqui, utilizamos redes de neblina, que são redes grandes e especiais que os morcegos não conseguem ver. Ficam abertas durante a noite, e os animais que ficam presos nelas são retirados, identificados, pesados e medidos. Coletamos também ácaros e outros parasitas para estudos, e marcamos os morcegos com anilhas no antebraço. Os animais são fotografados e soltos em seguida.
Depois de alguns meses de coleta, sabemos que existem 7 espécies no parque, Artibeus fimbriatus, Artibeus lituratus, Artibeus obscurus, Carollia perspicillata, Glossophaga soricina, Platyrrhinus lineatus e Sturnira lilium
Todas estas atividades que envolvem a captura, manuseio, marcação e soltura de animais silvestres receberam licença do SISBio e da CEUA, sendo feitas com cuidado de maneira a perturbá-los o mínimo possível. Os resultados serão muito importantes para que as pessoas que visitam o parque saibam quais animais vivem aqui, e também para que possamos cuidar dessa importante área verde de forma a manter sua diversidade.