Macaco-prego

     O macaco-prego é conhecido por sua capacidade de viver em ambientes urbanos, inclusive por entrar na casa das pessoas e “roubar” alimento. Essa “esperteza” é muito útil na natureza onde ele passa a maior parte do tempo forrageando ou seja, à procura de alimentos. Esse comportamento exploratório permite que seja capaz de utilizar diversos alimentos. Além dessa característica comportamental os macacos-prego apresentam características morfológicas que permitem acesso à alimentos duros, como nozes e sementes. Entre as características morfológicas destaca-se crânio e dentição mais robustos que de outros macacos sul-americanos. Existem 8 espécies de macacos-prego; que ocupam ampla distribuição geográfica vivendo em  quase todos os Biomas existentes no Brasil: Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga. Além de serem bastante diferentes dos demais macacos, eles também diferem entre si, tanto na morfologia, quanto na dieta e no comportamento alimentar.
Da cima para baixo da esquerda para a direita (Sapajus nigritus – Imagem Fogaça; Sapajus libidinosus – Imagem Fogaça; Sapajus cay – Imagem Hernandez; Sapajus macrocephalus – Imagem Wikiwand; Sapajus rubustus – Imagem Wikipidia; Sapajus apella – Imagem Mazza; Sapajus xanthosternos – Imagem Albinfo; e Sapajus flavius – Imagem M Rangel Jr.)

Da cima para baixo da esquerda para a direita (Sapajus nigritus – Imagem Fogaça; Sapajus libidinosus – Imagem Fogaça; Sapajus cay – Imagem Hernandez; Sapajus macrocephalus – Imagem Wikiwand; Sapajus rubustus – Imagem Wikipidia; Sapajus apella – Imagem Mazza; Sapajus xanthosternos – Imagem Albinfo; e Sapajus flavius – Imagem M Rangel Jr.)

     Essa pesquisa tem como objetivo verificar como as diferenças na morfologia de cada espécie está relacionada com a dieta e assim entender o papel dos alimentos na história evolutiva dos macacos-prego.
     Para analisar o padrão de crescimento iremos utilizar crânios de todas as faixas etárias de macaco-prego. Estes crânios encontram-se disponíveis em museus de zoologia. Primeiramente os crânios são digitalizados em uma imagem em 3D, e com essa imagem é possível fazer medições de alta precisão. Posteriormente se verificará quais são as diferenças encontradas e como estas se relacionam com os dados de dieta.
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Pesquisador Mariana Dutra Fogaça realizando scanner 3D de cranio de um Sapajus libidinosus adulto

Imagem 3D do cranio de um Sapajus libidinosus adulto
Pesquisador Rodolpho Gonçalves realizando scanner de cranio de um Sapajus libidinosus jovem

Pesquisador Rodolpho Gonçalves da Silva realizando scanner 3D de cranio de um Sapajus libidinosus jovem

Imagem 3D do cranio de um Sapajus libidinosus jovem