Simpósio – Tendências atuais no estudo de anfíbios e répteis
     Nos últimos anos, o campo da herpetologia vem incorporando as mais diversas técnicas recentes, ao lado das abordagens tradicionalmente empregadas no estudo de anfíbios e répteis. Ferramentas como o Sequenciamento de Nova Geração (NGS), a busca por DNA ambiental para identificar espécies raras ou desaparecidas, e temas atuais como as avaliações dos impactos das mudanças climáticas globais sobre a herpetofauna, combinam-se com a história natural, morfologia e taxonomia, para gerar conhecimentos de alta qualidade e permitir não apenas o conhecimento de nossa fauna como também a tomada de decisões relacionada à conservação.
     Com o intuito de trazer estas técnicas atuais para alunos e profissionais brasileiros com interesse em anfíbios e répteis, a Sociedade Brasileira de Herpetologia e o Instituto Butantan promoveram o simpósio “Tendências atuais no estudo de anfíbios e répteis”, no Instituto Butantan, em São Paulo, nos dias 3 e 4 de dezembro de 2016.
     O simpósio contou com 111 participantes inscritos, entre estudantes de biologia e veterinária, técnicos das áreas ambientais, e pesquisadores. Na abertura do evento, o presidente da SBH, Dr. Marcio Martins (IB-USP) falou da importância da parceria na promoção de eventos de amplo alcance dentro da área da herpetologia, uma das mais tradicionais do Instituto Butantan.  O evento contou com a participação da Dra. Ana M. Moura da Silva, que abordou a importância das “ômicas” no estudo da evolução dos venenos das serpentes. Outro pesquisador associado ao Instituto, Dr. Felipe Grazziotin, pós-doc do LETA, falou sobre a sistemática filogenética e técnicas moleculares no estudo da evolução deste mesmo grupo. Os dois pesquisadores compõem a equipe do recém aprovado projeto “Escalas da Biodiversidade”, financiado pela NSF e pela FAPESP e coordenado pelo Dr. Inacio Junqueira, também do Instituto Butantan. O projeto multidisciplinar e binacional tem como objetivo combinar diversas ferramentas para o estudo da evolução do veneno em vários níveis de diversidade, e é desenvolvido em colaboração com as universidades Ohio State, Florida State e Central Florida, nos EUA.
     A parceria entre o Instituto Butantan e a Sociedade Brasileira de Herpetologia já resultou na organização de dois outros simpósios deste tipo, em 2012 e 2014. Novos eventos serão promovidos anualmente, trazendo assuntos de relevância para alunos, técnicos e pesquisadores, tendo como objetivo principal a capacitação de pessoal e a discussão de temas abrangentes e de importância para a área.

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